como sair da crise financeira

7 dicas de como sair da crise financeira

Quem é empresário sabe que, a qualquer momento, o negócio pode vivenciar fases de instabilidade, derivadas das oscilações do mercado financeiro. De fato, os períodos de turbulência da economia são praticamente inevitáveis. Mas você já reparou que, enquanto algumas empresas naufragam, outras superam o cenário adverso com mais facilidade? Para que sua organização esteja no segundo grupo, é preciso aprender como sair da crise financeira.

Em poucas palavras, a saída bem-sucedida de um intervalo complicado para os negócios não se resume à adoção de medidas desesperadas, aleatórias e desprovidas de planejamento. Ao contrário disso, é preciso seguir um conjunto específico de ações — já testadas e viáveis a qualquer empresa.

A seguir, você conhecerá 7 dicas que mostram exatamente como sair da crise financeira para, em seguida, recolocar seu negócio no caminho do crescimento!

1. Identifique as causas

Qualquer que seja a crise financeira que abale a saúde do seu negócio, os efeitos da primeira resultam tanto de fatores externos quanto internos. Assim, além de uma turbulência generalizada, geralmente toda empresa passa por uma tensão econômica particular. Então, como primeira medida, atenha-se a identificar e a detalhar todas as causas diretas e indiretas dos desafios financeiros encarados pela gestão da organização.

Do ponto de vista externo, seu negócio pode ser surpreendido pela chegada de um concorrente de peso em seu nicho de atuação. Ao mesmo tempo, a ocorrência de eventos econômicos internacionais desfavoráveis tendem a comprometer ainda mais a situação das finanças da empresa.

Internamente, vale a pena analisar possíveis práticas que estejam interferindo de modo negativo nos resultados conquistados pela organização. Por mais impactante e imprevisível que um dado período crítico se revele, processos internos obsoletos e confusos costumam piorar o quadro.

Diante disso, é fundamental entender até qual ponto os procedimentos internos usados pela empresa contribuem para o agravamento da crise. Algumas vezes, a estratégia de marketing e vendas está incompatível com as novas demandas dos clientes.

Em outras, os procedimentos se tornaram mais custosos devido à atualização recente do maquinário de produção. A simultaneidade de ambos os acontecimentos, somada a um índice de endividamento geral preocupante, pode ser o suficiente para deixar a empresa em um estado delicado. 

2. Avalie alternativas

Em seguida, é necessário verificar o que pode ser feito para amenizar os impactos em curto prazo — sempre com uma projeção de médio e longo prazo. Como é de se esperar, as melhores soluções devem ser coerentes com as raízes do problema, devidamente detectadas anteriormente. Caso contrário, a chance de elas serem inócuas é considerável.

Portanto, tenha cautela ao usar receitas prontas que, porventura, encontrar pelo caminho. Afinal, o que funciona na empresa A não necessariamente elimina os obstáculos da empresa B. De modo geral e em um primeiro momento, é possível pensar nas seguintes resoluções:

  • redução do porte do negócio, a fim de diminuir custos e despesas, além de facilitar a gestão;
  • diversificação dos serviços ou produtos, com ênfase naqueles que sejam mais rentáveis;
  • troca do público-alvo;
  • ingressar em outro nicho de mercado — desde que seja promissor e correlacionado às atividades já ligadas à marca da empresa. 

3. Reveja estratégias

Conforme a abrangência e, principalmente, a duração da fase difícil, uma coisa é certa: o posicionamento estratégico da empresa terá de ser revisto. Assim, ela inicia uma nova caminhada rumo ao alcance de vantagens competitivas perante as concorrentes do mercado.

Entre os posicionamentos estratégicos a serem considerados, convém destacar aqueles que são embasados nos seguintes aspectos:

  • diferencial competitivo — aqui, a intenção é descobrir como a marca do negócio pode se tornar notável diante da concorrência;
  • redefinição da política de preços — após uma análise de mercado minuciosa, a empresa deve concluir se os preços praticados condizem com o verdadeiro valor de mercado dos produtos. Basicamente, isso depende da maneira como a marca é vista, valorizada e defendida pelos clientes;
  • benefícios atrelados ao produto ou serviço — também é imprescindível explorar as realizações inerentes ao que é oferecido pela empresa. Nesse sentido, um tênis deixa de ser um mero calçado para se tornar um item indispensável à prática de esportes e, consequentemente, a uma vida mais saudável, por exemplo. 

4. Crie e monitore o plano de negócios

Presente em qualquer organização que almeje o sucesso e o crescimento financeiro pleno, o plano de negócios também costuma ser modificado em períodos de crise. Como o cenário é outro, não faz sentido manter exatamente as mesmas diretrizes em andamento.

Com relação à estrutura de um plano de negócios completo, certifique-se de que ele apresente as partes mencionadas na sequência: 

  • resumo executivo;
  • modelo de negócio;
  • planejamento de marketing digital;
  • planejamento gerencial;
  • planejamento operacional;
  • planejamento jurídico;
  • planejamento financeiro.

5. Construa e execute um plano de ação

Esse plano se refere às medidas a serem tomadas pela empresa com o fim de contornar a atual trajetória de declínio financeiro. Nele, devem constar toda a sequência de atividades que garantirão o cumprimento das novas metas e objetivos da empresa.

O ideal é que o plano de ação contemple estes elementos:

  • objetivo geral e específico de cada ação;
  • prazos previstos para o início e a conclusão de todas as tarefas;
  • orçamento definido para a execução de todas as atividades;
  • colaborador encarregado de acompanhar a concretização de cada tarefa;
  • planos de contingência.

6. Mantenha o controle financeiro

Ao longo de crises financeiras, sempre é possível tirar lições importantes de erros que devem ser evitados a qualquer custo. Um deles está intimamente vinculado à ausência de uma gestão adequada de pequenas e médias empresas . Isso provoca um afrouxamento do monitoramento do plano de retomada a partir do primeiro sinal de melhora dos indicadores financeiros do negócio.

Você deve, sim, observar os resultados positivos com satisfação, já que eles sinalizam a eficácia das soluções adotadas. No entanto, a manutenção de um controle financeiro rigoroso é preponderante para que sua empresa atinja uma reestruturação financeira consistente.  

7. Entenda a importância de praticar essas ações para sair da crise financeira

Lembre-se de que planejamentos existem para ser seguidos. Caso contrário, não haveria motivo para desenvolvê-los nos mínimos detalhes. Logo, siga à risca o que estiver determinado em cada plano. Ao término da fase ruim, você saberá como sair da crise financeira de um jeito organizado e efetivo, características essenciais para, finalmente, direcionar os olhos ao futuro.

Quer ficar por dentro de outras dicas sobre como lidar com cenários complexos e manter seu negócio preparado para qualquer crise? Siga-nos no Facebook, no Instagram, no LinkedIn e no YouTube!

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.